sexta-feira, 16 de julho de 2010

CAPES permite ganhos a bolsistas !

Acabo de receber uma notícia ótima para todos os pós-graduandos e para a ciência no país. A CAPES e a CNPq publicaram uma portaria no Diário Oficial, permitindo que bolsistas acumulem bolsas com atividades remuneradas. Para ler a portaria clique aqui.

"De acordo com a legislação, a partir de hoje, os bolsistas da Capes e do CNPq matriculados em programa de pós-graduação no país poderão receber complementação financeira, proveniente de outras fontes, desde que se dediquem a atividades relacionadas à sua área de atuação e de interesse para sua formação acadêmica, científica e tecnológica, especialmente quando se tratar de docência como professores nos ensinos de qualquer grau."

Em primeiro lugar, era incoerente não permitir a docência, porém ser exigido experiência profissional a um recém doutor ao procurar emprego. Além disso, aumentaremos o número de pós-graduando no país, já que estes poderão ter ganhos mais significativos. Mas não sejamos inocentes, nem hipócritas, pois existe aos montes, alunos que dão aula de maneira ilegal e médicos que conciliam plantões e a pós graduação com bolsa.
Vale ressaltar, que em um primeiro momento, poderá aumentar o número de pós-graduandos que abandonam suas teses ou dissertações por receberem propostas tentadoras da iniciativa privada. E pode ser, que isso traga uma prejuízo de tempo e dinheiro para os orientadores, já que poderão ser deixados na mão no meio do caminho.
Apesar de existir a possibilidade, nunca ouvi falar dentro da universidades de alunos processados e condenados a devolver bolsas.
Toda esta nova realidade irá exigir uma melhor seleção por parte dos orientadores e dos programas de pós-graduação, para apostar em alunos que realmente querem desenvolver um projeto de pesquisa e não só para receber bolsa até o momento mais oportuno (até encontrar algo melhor).
Concluindo, sou totalmente a favor deste tipo de liberação e acho que bolsistas, programas de pós-graduação, orientadores e, principalmente, o país, só tem a ganhar. Mas vale sempre ressaltar, que no nosso país alguns tiros certeiros acabam por sair pela culatra.
Momento de torcer e colher os frutos no futuro!

domingo, 11 de julho de 2010

Gestão Estratégica ( Modelo das 5 forças competitivas de Michel Porter - Parte 3)

"Gestão Estratégica é uma forma de acrescentar novos elementos de reflexão e ação sistemática e continuada, a fim de avaliar a situação, elaborar projetos de mudanças estratégicas e acompanhar e gerenciar os passos de implementação (Campos, 2009). O processo de administração estratégica visa manter uma organização como um conjunto integrado ao seu ambiente, num processo evolutivo, contínuo e iterativo. Este significado conduz, no seu escopo, a ideia de que a administração estratégica é, sobretudo, a administração da mudança (Ansoff, 1981 apud Carvalho, 2000)."

Um dos problemas crônicos na gestão de pesquisa no país (e já tratado por outros textos aqui no blog) é a falta de uma estratégia consistente para o crescimento da área de pesquisa. Durantes os anos que estive na Universidade, ouvi de muitos que a parceria público/privada iria engessar os processos e diminuir a autonomia da universidade. Pode até acontecer e isso irá depender exclusivamente de uma legislação bem feita.
Porém, um dos pontos positivos se esta parceria for avante, seria uma melhor planejamento estratégico do setor.
Nossos pesquisadores são excelentes quando se trata de ciência e de capacidade analítica, entretanto deixam a desejar quando falamos em administração de recursos humanos e planejamento estratégico. Uma aproximação com o setor privado, também atrairia recursos e taletos da área de gestão, potencializando a capacidade de nossos pesquisadores.
Além disso, este tipo de parceria, iria aumentar os setores de P&D nas empresas brasileiras, gerando uma maior oferta de emprego aos inúmeros doutores recém inseridos no mercado.
Desta forma, cabe um cobrança para uma regulamentação eficiente, pois o caminho para que o Brasil se torne a potencia que tanto se deseja, inclui o aumento da P&D nas empresas.