sexta-feira, 19 de março de 2010

Não a Meritocracia! ... Como assim?

Recebi um e-mail hoje sobre a greve dos professores do estado de SP. Na verdade, era um e-mail de apoio a esta greve, do grupo de alunos que residem na Moradia Estudantil da UNESP, Campus Marília. Uma frase no final do e-mail me deixou bastante assustado (entre todas as bandeiras levantadas com pouco ou nenhuma fundamentação), a frase é a seguinte: Não a Meritrocracia!

Meritocracia (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento e há uma predominância de valores associados à educação e à competência (wikipédia).

Como assim?

Quer dizer que os universitários (pelo menos parte deles) de uma das maiores e melhores universidades do Brasil, acreditam que um professor que trabalha dia e noite, prepara aula com qualidade, busca seu aperfeiçoamento, se preoculpa com seus alunos tem que ser tratado da mesma maneira que o outro professor que nunca se preoculpou se seus alunos estão aprendendo, que nunca buscou dar uma aula de qualidade?

Somente por que ambos passaram em um concurso público?
Quer dizer que o competente tem que ser tratado da mesma maneira que o incompetente?? Que quem não esta nem um pouco preocupado com a qualidade do ensino e com o futuro dos seus alunos deve receber o mesmo salário do professor talentoso, que faz o olhos de alguns alunos brilhar?

Sempre respeitei o direito a greve, acho que é uma manifestação legítima de qualquer classe. Acredito que é uma ferramenta que deve ser utilizada para fazermos um país melhor, que o salário dos professores são ridículos (embora isso seja regido também pelo mercado e suas leis) e que eles são profissionais de fundamental importância no desenvolvimento de qualquer país!

Porém, durante meus anos de faculdade, já apoiei greves que tinham como objetivo a melhoria de salários e a reforma universitária e fiquei extremamente frustrado quando, com o primeiro objetivo cumprido, os mesmo “sociólogos” que buscavam um ensino de qualidade, determinaram o final da greve e esqueceram o segundo, e na minha visão, e principal objetivo.

- Meus querido amigos que escreveram a “Moção de apoio a greve”, infelizmente discordo da posição de vocês e até acho que os professores deveriam ter entrado em greve há muito mais tempo, porém buscando a meritocracia, que ajuda o país a crescer, que forma cidadões melhores com um maior nivel intelectual e que pode escolher melhor seus governantes. Que busquem uma maior integração com as universidades, onde podem ser o veículo das pesquisas desenvolvidas por seus pares até o aluno em formação, fazendo que os olhos destes alunos voltem a brilhar para os caminhos que a educação proporciona. Que estes alunos possam acreditar que eles podem acender socilamente, proporcionando uma melhor qualidade de vida para os seus. E que acreditem que, se estudarem muito, poderão estar no lugar de vocês, em uma das melhores universidades do país, se tornando profissionais competitivos e que possam por seus méritos (sem jeitinhos) tentar modificar a realidade de nosso país. Isso nada mais é que meritocracia!

Obs1. Mesmo não compartilhando da opinião dos autores, admiro quem se posiciona.

Obs2. Apesar de acreditar que o texto recebido é público, tentei entrar em contato com os autores pedindo autorização para a reprodução do texto neste espaço. Porém, até este momento não recebi nenhum tipo de resposta. Se receber esta resposta ou qualquer outra posição, comprometo-me a publicá-la neste espaço.