Bom amigos, neste momento de virada de ano é momento, para a grande maioria, de relembrar e agradecer grandes fatos do ano que passou e fazer novas promessas para o ano que se inicia.
Acredito que tudo é válido, porém nestes momentos acabamos fazendo promessas que dificilmente realizaremos, não por não termos grandeza para tal, mas pelo simples fato do ser humano ser assim e se olharmos para outros momentos semelhantes as mesmas promessas já foram realizadas em anos passados.
Em conversa com um amigo (no sentido mais nobre da palavra) recentemente, estávamos relembrando uma de nossas aulas de MBA na Fundação Getúlio Vargas. A disciplina chamava-se "Ética Empresarial e Responsabilidade Social", ministrada com grande sabedoria por Ivanildo Izaias de Macêdo, esta foi a melhor disciplina do curso para muitos dos parceiros de MBA. Acredito que relembrar uma pequena passagem desta aula é bastante interessante neste momento do ano.
O professor falava sobre o Desenvolvimento da Moral, nos estudos realizados por Kohlberg (Lawrence Kohlberg, psicólogo americano que foi professor da Universidade de Chicago e Harvard). Kohlberg realizou grandes trabalhos estudando a moral no ser humano adulto, enquanto Jean Piaget, seu predecessor enfatizou seus estudos na infância.
Kohlberg divide o desenvolvimento da moral em três níveis, sendo eles Pré-Convencional, Convencional e Pós-convencional. Cada um destes níveis se subdivide em dois. Assim, temos seis estágios:
Nivel 1 - Pré-Convencional
1. Orientação “punição obediência” (Como eu posso evitar a punição?)
2. Orientação auto interesse (O que eu ganho com isso?)
Nível 2 - Convencional
3. Acordo interpessoal e conformidade (Orientação “bom moço” / “boa moça”)
4. Orientação “manutenção da ordem social e da autoridade” (Moralidade “Lei e Ordem”)
Nível 3 - Pós-Convencional
5. Orientação “Contrato Social”
6. Princípios éticos universais (Consciência principiada)
Talvez, ao olhar para tudo isso, você pense o que eu tenho com isso? Então vamos pensar. Quantas pessoas que você conhece em seu trabalho ou em sua família pensam assim: eu só não faço isso ou aquilo, porque serei demitida, ou serei preso? Ou seja, não havendo punição, essa pessoa realizaria o ato mesmo que destruísse a vida de alguém. Ou, muito mais frequentes, quantas não pensam: "o que eu vou ganhar com isso?" e só ajudam alguém se isso refletir diretamente na sua vida (mesmo que seja em busca de reconhecimento).
Ainda temos aqueles que são os bons moços/moças que tem seu comportamento baseado na sociedade: "Como tenho que me comportar para ser bem visto". Ou aqueles, que são essencialmente burocratas, agindo exatamente como manda o regulamento.
Além disso, temos aqueles que reconhecem as leis, porém sabem que elas muitas vezes são específicas para um grupo. Respeitam a individualidade e as imensas diferenças que pode haver entre as pessoas e suas maneiras de trabalhar, chegando muitas vezes a resultados melhores que os realizados por "comportamentos padronizados". Este indivíduo coloca seus valores acima de tudo, mas sabe respeitar, entender e muitas vezes defender (mesmo que contrário aos seus) os valores do próximo.
Por fim, temos os mártires que morrem por seus valores. Exemplos: Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá.
Estas subdivisão tenta demonstrar o porque realizamos os atos e não o ato em si. Por exemplo, por que você deixou suas coisas de lado para ajudar um amigo? Porque senão seu chefe iria lhe punir, por que iria ganhar algo com isso (mesmo que seja o favor de volta), por que assim as pessoas iriam lhe ver com bons olhos, por que o regulamento sugere colaboração ou por que isso é o certo a se fazer (sem esperar absolutamente nada em troca)?
Não é difícil perceber que estas características dividem as pessoas, na sociedade, em uma curva normal.
O mais importante disso tudo é que, dificilmente, duas pessoas de desenvolvimento moral distantes mais de um nível irão entender as atitudes de seu parceiro. E que este desenvolvimento independe de classe social, escolaridade ou religião, pois ele é dependente de seu autoconhecimento e de seu desenvolvimento cognitivo, segundo o nosso professor Ivanildo.
Assim meus amigos, para 2010, entendendo que as pessoas são diferentes, desejo acima de tudo Tolerância com as diferenças, pois assim, naturalmente será mais feliz, mais saudável e seu sucesso virá.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Gostaria de desejar a todos um 2010, cheio de paz, saúde e muitas conquistas! Que a ciência possa ser utilizada para reduzir os males que acometem a humanidade, facilitar a vida de todos e nos levar aonde ainda não podemos imaginar!
Feliz Ano Novo!
Happy New Year!
Xin nian yu kuai!
Feliz Ano Nuevo!
Buon Capo d'Anno!
Que este seja o 1º de muitos...
Olá a todos,
Após muito pensar, decidi finalmente criar um blog para divulgar algumas opniões, escrever sobre minha profissão, meus estudos, mesclar um pouco de Biomedicina e gestão de processos e projetos. Pretendo também escrever sobre pós-graduação na área de saúde e falar um pouquinho sobre o que estou vivenciando ao morar em outro país.
Assim, comentários e sugestões sempre serão bem vindos! Espero que os textos sejam úteis. O objetivo principal sempre será a divulgação de conhecimento e mais que isso, estimular discussões sobre os temas abordados.
Sempre acreditei que tudo até pode continuar como está, mas desde que isso seja amplamente discutido e para o bem de todos!
Assim, neste 1º de janeiro de 2010...
Assinar:
Postagens (Atom)